terça-feira, maio 13, 2008

"Graham Greene enganou-se, as criaturas que ele diz que não existem, existem de facto: somos nós. Habitamos o Monte de Vendavais, a Guerra e Paz, as meninas de Velásquez, os trios de Beethoven, o Danúbio Azul, e ao habitar o imenso país que essas obras são vencemos o tempo e tornamo-nos imortais."

ANTUNES, António Lobo Antunes, revista visão, 8 de Maio de 2008

terça-feira, fevereiro 05, 2008

Trisha Brown na bélgica


Trisha Brown Dance Company, 19 -21 Março, deSingel, Bélgica


Foray Forêt (1990), How Long... (2005), I Love my Robots (2007)


"Trisha Brown is a living legend. In the 1960s, together with other like-minded artists in New York, she set out the boundaries of 'modern dance'. She experimented by dancing in alternative locations such as on roofs and walls. In the meantime, she has reached the age of seventy yet she still continues to surprise. You get to see three choreographed performances, the last of which is still being created at the time of writing. In 'I love my robots' you can see how the moving sculptures by the Japanese artist Kujiro Okazaki interact with the dancers. A fantastic work, fresh and funny, with a Japanese touch! In Foray Forêt, a real fanfare starts up. In the masterpiece 'how long does the subject linger on the edge of the volume', dance, music and graphic elements are integrated into a single whole via the computer. Always innovative, always dancing, full of spirit: Trisha Brown!"

in www.desingel.be

O CORPO E A CRIAÇÃO DE IMAGENS

Workshops

Forum Dança

Ciclo Novas Tendências nas Artes
Performativas

Ana Mira
Preço: 25€
Inscrições: 21 342 89 85 ou forumdanca@forumdanca.pt
Datas
09 e 10 Fevereiro 2008
Sábado 14h00 - 18h00
Domingo 10h00 - 13h00 e 14h00 - 17h00

Descrição


O CORPO E A CRIAÇÃO DE IMAGENS — composição coreográfica
The sensation is the image. It's what dancing is to me. (Lisa
Nelson)
Nestas sessões pretende-se chegar à composição coreográfica
através da partilha de alguns conceitos filosóficos e de uma
exploração a nível da percepção do movimento. Entre outros
conceitos encontram-se imagem-corpo (Paul Schilder),
pré-movimento (Hubert Godard), diagrama (Gille Deleuze),
espaço do corpo (José Gil), consciência-atenta (Steve Paxton). A
percepção do movimento é explorada através de uma série de
propostas práticas que incidem sobre a escuta e,
consequentemente, a ampliação de pequenos movimentos e
percepções. Neste processo as sensações são aquilo que sentimos
estar a acontecer em determinado momento e elas podem
tornar-se imagens quando percebemos que as estamos a
observar. Estas imagens têm uma certa duração, elas formam um
acontecimento.

Ana Mira

Ana Mira fez formação em dança no Forum Dança e no C.E.M.,
em Lisboa, e participou em workshops em Portugal e no
estrangeiro (destaca o trabalho com Lisa Nelson e Steve Paxton).
Residiu em Amesterdão onde desenvolveu Program of Study and
Research /Dance sob orientação de Pauline de Groot e Russell
Dumas (AUST), com uma bolsa de investigação do GRIC/MC
(2001/2003). É licenciada em Animação Sociocultural.
Presentemente, termina a dissertação "A, B, C, D, E, F, G" de
Russell Dumas — Séries de Movimento no âmbito do Mestrado
em Estética, Filosofia da U.N.L. Trabalha pontualmente com o
coreógrafo Russell Dumas em França. Na criação coreográfica
destaca as peças mais recentes Dueto (2006) e Três estudos para
Shihtao (2007), estreadas em Lisboa. Paralelamente, dedica-se
ao ensino de dança contemporânea em instituições como Forum
Dança, C.E.M., ESTAL, entre outras.
"Mesmo movendo-me, fico."

ANTUNES, António Lobo, revista Visão, 31 de janeiro de 2008

quarta-feira, julho 11, 2007

o peso de uma voz


De olhos fechados, fala-nos de profundidade e olha para o mundo com as mãos a agarrar o chão.

A terra quente mistura-se com a força das pedras e o peso de uma voz leva-nos ao lugar leve dos pássaros.



Raimundo gomes I largo de S. Gonçalo Amarante ao ouvir ANA MOURA
08 I 07 I 2007

domingo, março 25, 2007

Bill T. Jones em Serralves


Bill T. Jones e a sua companhia de dança, vão estar no auditório de Serralves dia 2 de Maio, com a peça"Blauvelt Moutain (A Fiction)".

Partir é morrer um pouco

A morte é uma viagem e uma viagem e a viagem é uma morte. Partir é morrer um pouco. Morrer é verdadeiramente partir, e só se parte bem, corajosamente, nitidamente, quando se segue o fluir da água, a corrente do largo rio.

Gaston Bachelard, A água e os sonhos

terça-feira, janeiro 02, 2007

Acho muito bonito construir um edifício e pensá-lo a partir do silêncio.


ZUMTHOR, Peter, Atmosferas, Editorial Gustavo Gili, SA, Barcelona, 2006, p. 31.
O que considero o primeiro e maior segredo da arquitectura, é que consegue juntar as coisas do mundo, os materiais do mundo e criar este espaço. Porque para mim é como uma anatomia. é verdade, como o conceito do corpo quase literalmente. Tal como nós temos o nosso corpo com uma anatomia e coisas que não se vêem e uma pele... etc., assim funciona também a arquitectura e assim tento pensá-la. Corporalmente como uma massa, como membrana, como tecido ou invólucro, pano, veludo, seda, tudo o que me rodeia. O Corpo! Não a ideia do corpo - o corpo! Que me pode tocar.

ZUMTHOR, Peter, Atmosferas, Editorial Gustavo Gili, SA, Barcelona, 2006, p. 23.
A qualidade arquitectónica - para mim - não significa aparecer nos guias arquitectónicos ou na história da arquitectura ou ser publicado etc... Qualidade arquitectónica só pode significar que sou tocado por uma obra.

ZUMTHOR, Peter, Atmosferas, Editorial Gustavo Gili, SA, Barcelona, 2006, p. 11.

sábado, dezembro 16, 2006

Sapataria Vip I lousada I 2006

ARQUITECTURA I raimundogomesarquitecto








A realidade da arquitectura é o concreto, o que se tornou forma, massa e espaço, o seu corpo. Não existe nenhuma ideia, excepto nas coisas.

ZUMTHOR, Peter, Pensar a Arquitectura, Editorial Gustavo Gili, SA, Barcelona, 2005, p. 32.
Pessoalmente gosto da ideia de projectar e construir casas, das quais me retiro como projectista no fim do processo de construção e onde deixo uma obra que é ela própria , que serve para a habitação como parte do mundo das coisas, que se sai bem sem a minha retórica pessoal

ZUMTHOR, Peter, Pensar a Arquitectura, Editorial Gustavo Gili, SA, Barcelona, 2005, p. 30.
O que o eu tem de único encontra-se precisamente naquilo que o ser humano tem de inimaginável.

KUNDERA, Milan, A insustentável leveza do ser, Publicações Dom Quixote, 27º edição, Lisboa, 2005, p.228.

quarta-feira, setembro 06, 2006

"Deixem-nos ser conscientemente arquitectos imaginativos!"

Bruno Taut

Filarmónica de Berlim (1956-1963)

Arquitecto: Hans Scharum






"O género humano está ligado e em dívida par com o tempo e espaço em continua mudança, uma vez que os criamos e somos simultaneamente determinados por ambos; assim, o espaço em que vivemos é - no significado e na issência - não da natureza estática, mas sim dinámica"

Hans Scharoun

segunda-feira, agosto 14, 2006

“(…) a beleza é um mundo traído. Só podemos encontrá-la quando aqueles que a perseguem a deixam por engano num sítio qualquer.”

KUNDERA, Milan, A insustentável leveza do ser, Publicações Dom Quixote, 27º edição, Lisboa, 2005, p.130.

“(…)”Vou contar-te a história de um poeta do começo do século. Estava muito velho e era o secretário que o levava a passear. Um dia este disse-lhe: Levante a cabeça, Mestre, e veja! Olhe o primeiro aeroplano a passar por cima da cidade! – Posso muito bem imaginá-lo, replicou o Mestre.”

KUNDERA, Milan, A insustentável leveza do ser, Publicações Dom Quixote, 27º edição, Lisboa, 2005, p.102.