"Uma rapariga tenta tocar uma medusa-de-lua (Aurelia aurita) no Aquário internacional Sunshine, em Tóquio, no Japão... Foto: Toru Hanai / Reuters"
jornal público website 18 maio de 2008
terça-feira, maio 13, 2008
"Graham Greene enganou-se, as criaturas que ele diz que não existem, existem de facto: somos nós. Habitamos o Monte de Vendavais, a Guerra e Paz, as meninas de Velásquez, os trios de Beethoven, o Danúbio Azul, e ao habitar o imenso país que essas obras são vencemos o tempo e tornamo-nos imortais."
ANTUNES, António Lobo Antunes, revista visão, 8 de Maio de 2008
Foray Forêt (1990), How Long... (2005), I Love my Robots (2007)
"Trisha Brown is a living legend. In the 1960s, together with other like-minded artists in New York, she set out the boundaries of 'modern dance'. She experimented by dancing in alternative locations such as on roofs and walls. In the meantime, she has reached the age of seventy yet she still continues to surprise. You get to see three choreographed performances, the last of which is still being created at the time of writing. In 'I love my robots' you can see how the moving sculptures by the Japanese artist Kujiro Okazaki interact with the dancers. A fantastic work, fresh and funny, with a Japanese touch! In Foray Forêt, a real fanfare starts up. In the masterpiece 'how long does the subject linger on the edge of the volume', dance, music and graphic elements are integrated into a single whole via the computer. Always innovative, always dancing, full of spirit: Trisha Brown!" in www.desingel.be
Forum Dança Ciclo Novas Tendências nas Artes Performativas
Ana Mira Preço: 25€ Inscrições: 21 342 89 85 ou forumdanca@forumdanca.pt Datas 09 e 10 Fevereiro 2008 Sábado 14h00 - 18h00 Domingo 10h00 - 13h00 e 14h00 - 17h00 Descrição
O CORPO E A CRIAÇÃO DE IMAGENS — composição coreográfica The sensation is the image. It's what dancing is to me. (Lisa Nelson) Nestas sessões pretende-se chegar à composição coreográfica através da partilha de alguns conceitos filosóficos e de uma exploração a nível da percepção do movimento. Entre outros conceitos encontram-se imagem-corpo (Paul Schilder), pré-movimento (Hubert Godard), diagrama (Gille Deleuze), espaço do corpo (José Gil), consciência-atenta (Steve Paxton). A percepção do movimento é explorada através de uma série de propostas práticas que incidem sobre a escuta e, consequentemente, a ampliação de pequenos movimentos e percepções. Neste processo as sensações são aquilo que sentimos estar a acontecer em determinado momento e elas podem tornar-se imagens quando percebemos que as estamos a observar. Estas imagens têm uma certa duração, elas formam um acontecimento. Ana Mira
Ana Mira fez formação em dança no Forum Dança e no C.E.M., em Lisboa, e participou em workshops em Portugal e no estrangeiro (destaca o trabalho com Lisa Nelson e Steve Paxton). Residiu em Amesterdão onde desenvolveu Program of Study and Research /Dance sob orientação de Pauline de Groot e Russell Dumas (AUST), com uma bolsa de investigação do GRIC/MC (2001/2003). É licenciada em Animação Sociocultural. Presentemente, termina a dissertação "A, B, C, D, E, F, G" de Russell Dumas — Séries de Movimento no âmbito do Mestrado em Estética, Filosofia da U.N.L. Trabalha pontualmente com o coreógrafo Russell Dumas em França. Na criação coreográfica destaca as peças mais recentes Dueto (2006) e Três estudos para Shihtao (2007), estreadas em Lisboa. Paralelamente, dedica-se ao ensino de dança contemporânea em instituições como Forum Dança, C.E.M., ESTAL, entre outras.
"Mesmo movendo-me, fico."
ANTUNES, António Lobo, revista Visão, 31 de janeiro de 2008
A morte é uma viagem e uma viagem e a viagem é uma morte. Partir é morrer um pouco. Morrer é verdadeiramente partir, e só se parte bem, corajosamente, nitidamente, quando se segue o fluir da água, a corrente do largo rio. Gaston Bachelard, A água e os sonhos
terça-feira, janeiro 02, 2007
Acho muito bonito construir um edifício e pensá-lo a partir do silêncio.
ZUMTHOR, Peter, Atmosferas, Editorial Gustavo Gili, SA, Barcelona, 2006, p. 31.
O que considero o primeiro e maior segredo da arquitectura, é que consegue juntar as coisas do mundo, os materiais do mundo e criar este espaço. Porque para mim é como uma anatomia. é verdade, como o conceito do corpo quase literalmente. Tal como nós temos o nosso corpo com uma anatomia e coisas que não se vêem e uma pele... etc., assim funciona também a arquitectura e assim tento pensá-la. Corporalmente como uma massa, como membrana, como tecido ou invólucro, pano, veludo, seda, tudo o que me rodeia. O Corpo! Não a ideia do corpo - o corpo! Que me pode tocar. ZUMTHOR, Peter, Atmosferas, Editorial Gustavo Gili, SA, Barcelona, 2006, p. 23.
A qualidade arquitectónica - para mim - não significa aparecer nos guias arquitectónicos ou na história da arquitectura ou ser publicado etc... Qualidade arquitectónica só pode significar que sou tocado por uma obra.
ZUMTHOR, Peter, Atmosferas, Editorial Gustavo Gili, SA, Barcelona, 2006, p. 11.
A realidade da arquitectura é o concreto, o que se tornou forma, massa e espaço, o seu corpo. Não existe nenhuma ideia, excepto nas coisas.
ZUMTHOR, Peter, Pensar a Arquitectura, Editorial Gustavo Gili, SA, Barcelona, 2005, p. 32.
Pessoalmente gosto da ideia de projectar e construir casas, das quais me retiro como projectista no fim do processo de construção e onde deixo uma obra que é ela própria , que serve para a habitação como parte do mundo das coisas, que se sai bem sem a minha retórica pessoal
ZUMTHOR, Peter, Pensar a Arquitectura, Editorial Gustavo Gili, SA, Barcelona, 2005, p. 30.
O que o eu tem de único encontra-se precisamente naquilo que o ser humano tem de inimaginável.
KUNDERA, Milan, A insustentável leveza do ser, Publicações Dom Quixote, 27º edição, Lisboa, 2005, p.228.
quarta-feira, setembro 06, 2006
"Deixem-nos ser conscientemente arquitectos imaginativos!" Bruno Taut
"O género humano está ligado e em dívida par com o tempo e espaço em continua mudança, uma vez que os criamos e somos simultaneamente determinados por ambos; assim, o espaço em que vivemos é - no significado e na issência - não da natureza estática, mas sim dinámica"
Hans Scharoun
segunda-feira, agosto 14, 2006
“(…) a beleza é um mundo traído. Só podemos encontrá-la quando aqueles que a perseguem a deixam por engano num sítio qualquer.” KUNDERA, Milan, A insustentável leveza do ser, Publicações Dom Quixote, 27º edição, Lisboa, 2005, p.130.